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É preciso dizer com toda a sinceridade: jamais houve no subúrbio carioca um paladino tão convicto quanto Bruno. Nem na Idade Média, nem na Renascença, muito menos nas Cruzadas. Bruno era um paladino — mas de quê? De papel, lápis e erudição. Um paadino, sim, mas sentado na cadeira de plástico, empunhando dados poliédricos como quem segura o martelo do destino.
Na vida real, Bruno era técnico administrativo da Prefeitura. Cinquenta e oito quilos mal distribuídos, óculos de grau, dois boletos vencidos e uma esposa que o chamava, com justiça, de “meu ogro sedentário”. Mas na sexta-feira à noite, quando cruzava a soleira do apartamento 402, na Rua da Quitanda, Bruno não era mais Bruno: era Adelpo, Escudo de Tyr, cavaleiro errante, campeão da justiça e pal...