
Terrores de incontável idade permeiam os recantos mais escondidos do Universo.
Criaturas para quem bem ou mau não faz sentido, apenas sua vontade é a guia de suas ações e planetas inteiros podem sucumbir em um segundo, não fazendo diferença nenhuma para eles. Claro que a esse ponto você deve estar pensando no tão famoso Cthulhu e seus irmãos. Mas você já ouviu falar do terrível Chuchulhu, o Terror Vegetal Cósmico?
O Receitanamicon

Descoberto em 1632, em uma cozinha velha e suja em Paris, o Receitanamicon deixou vários pesquisadores loucos. Ninguém conseguia entender como aqueles escritos estranhos com ilustrações esquisitas podiam resultar em pratos tão deliciosos.
Até hoje muitas receitas são um mistério, pois ninguém ainda teve coragem de provar jiló com doce de leite ou quiabo refogado com leite condensado e sal fúcsia do himalaia!
Mas foram nessas páginas escurecidas e manchadas (em sua grande maioria, com molho) que foi descoberta a terrível figura de Chuchulhu, uma criatura medonha que faria o próprio Lovecraft tremer diante sua estranheza!

Chuchulhu
Morbi vitae fermentum odio… digo, depois de muitos anos, e muitas equipes perdidas para a loucura, algumas poucas informações foram enfim reveladas sobre a misteriosa figura vegetal.
Chuchulhu aparentemente surgiu, sabe-se lá de onde, tão logo as massas disformes deram origem a amontoados de células esverdeados fazedores de fotossíntese que hoje chamamos de plantas. Porém, qual seu real poder sobre elas, nós nem sequer imaginamos.
Há que teorize que Chuchulhu seja apenas uma das inúmeras esquisitices que Cthulhu cultiva em sua hortinha, no fundo do quintal em R’lyeh.
Em suas raras aparições, todas ainda teóricas, nós pudemos perceber aumento nos casos estranhos de plantas conscientes, como tomates assassinos, plantações de milho matadoras de homens e até o lendário Cabeça de Abóbora, todos tão insanos que só poderiam ser cria de um Grande Ancião… ou de uma planta deles.
Ao contrário de Cthulhu, que morto, aguarda sonhando em sua morada de R’lyeh, o Grande Chuchulhu não aguarda em um único local. Escritos espalhados por todo o Receitanamicon sugerem que cada rama de chuchu pendurada em cada cerca espalhada pelo mundo guarda uma fração da existência de Chuchulhu, que envenena cada ser que se atreve a comer chuchu, seja puro ou temperado com cebola, alho, sal, limão e azeite (que, aliás, fica uma delícia).
O que irá acontecer com cada uma dessas pobres criaturas quando o Grande Chuchulhu voltar, não se sabe, mas, dentre várias possibilidades, a mais amena é que cresçam ramas de chuchu por todos os poros dos comedores de chuchu, que serão controlados como se fossem marionetes em um enorme exército de homens-planta a serviço desse terrível Vegetal Cósmico.
O que sabemos é que, apesar de gigantesco, perturbador e de idade incerta, mas bem avançada, uma coisa que causa terrível repulsa em Chuchulhu, a ponto de bota-lo para correr, é uma (gigantesca) panela de água fervente… vai entender!
Ok, minha criatividade acabou aqui. Se você quiser mandar a ficha dessa belezinha, fique à vontade, os comentários estão aí pra isso. A que ficar mais criativa e condizente com a lenda, vai ser publicada!
Artes:
- Receitanamicom: André Oneiros (montagem)
- Página do Receitanomicon: Juão Lucas (ilustração) e André Oneiros (montagem)
Chuchulhu, Terror Vegetal Cósmico was originally published in Rolando Dados on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.
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Charles Corrêa, também conhecido pelas alcunhas “Overmix” ou “Nandivh”, é um apaixonado por RPG e desenvolvimento web. Residente em Porto Alegre/RS, estuda programação desde 2001 e trabalha na área desde 2010.
No mundo do RPG, iniciou sua jornada como jogador em 2014 e, desde 2018, dedica-se a mestrar campanhas envolventes e desafiadoras, especialmente dentro dos gêneros de horror e dark fantasy.
Com experiência em sistemas como D&D 5e, Pathfinder, Cthulhu Dark, Vaesen e, mais recentemente, Savage Worlds, Charles também nutre uma curiosidade especial por Rastros de Cthulhu.
Conhecido entre seus jogadores como um mestre sádico, ele adora desafiar até mesmo os mais experientes combeiros, criando missões e encontros que exigem estratégia e criatividade. Inicialmente utilizando o Roll20 como plataforma, atualmente conduz suas campanhas no Foundry VTT, sempre buscando formas de melhorar a experiência de seus jogadores, aplicando seus conhecimentos em programação para aprimorar a jogabilidade e imersão.










