Mojubá RPG: O Primeiro RPG Afrofuturista Brasileiro – Resenha Completa do Jogo de Lucas Conti (RPGames Brasil)
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Afrofuturismo, Orixás, ancestralidade e sistema 2D6: vale a pena jogar Mojubá?
por Filipe Lutalo
“Os buzios anunciavam que ele não era um qualquer, era uma cria e precisava sair daquele lugar, rápido. Nesse exato momento, uma centena de pássaros sugadores de sangue entraram pela janela entreaberta.”
Mojubá RPG é um dos sistemas e cenários mais autêntico lançado no mercado brasileiro nos últimos anos. Ele se junta ao hall da fama de títulos aclamados como Ordem Paranormal RPG, 3DeT Victory e Tormenta 20.
O que é Mojubá RPG
Mojubá RPG é o primeiro roleplaying game (RPG) afrofuturista brasileiro. Escrito por Lucas Conti e Lucas Sampaio, foi lançado com sucesso por financiamento coletivo via Catarse. É um RPG “que evoca a ancestralidade, poderes fantásticos e afro-fantasia”. Focado na cultura Afro-brasileira, o livro se aproxima das lendas do candomblé e da umbanda, valorizando a cultura e ressaltando as africanidades.
“Mojubá é tudo. É para cima, para os lados, é o fundo do rio, é a última nuvem dos céus. É uma enorme cidade futurista criada nos moldes de Rio de Janeiro, Lagos e Salvador é o palco onde o jogo acontece. Novas invenções chamadas de Gambiarras, graças a descoberta de búzios que armazenam energia, são capazes de feitos fantásticos e ao que tudo indica o mundo parece entrar em uma nova era”.
Criação de Personagens
Os jogadores em Mojubá RPG encarnam Crias, pessoas que nasceram com habilidades mágicas vindas dos Orixás. Esses poderes variam de acordo com o Orixá que a cabeça do personagem pertence. Todas as crias possuem quatro atributos principais: Ipá (Força); Ori (Inteligência); Ginga (Destreza); Gana (Força de Vontade). Ainda possuem uma energia intitulada Axé e outra chamada Mácula. Já na criação de personagem, os jogadores começam a vivenciar o afrofuturismo.
Sistema de Regras
Mojubá RPG adota o sistema de regras 2D6+bônus de atributos. Para ser bem-sucedido, o jogador precisa igualar ou superar a dificuldade da ação. Dependendo da sua Herança, ele pode adicionar mais um dado ao lançamento, aumentando as chances de sucesso.
É um sistema simples, rápido, narrativo, acessível e fácil de aprender e jogar. Ideal para jogadores iniciantes e para veteranos que priorizam história e interpretação e desejam explorar o afrofuturismo.
O que a galera fala de Mojubá RPG
Mojubá RPG encantou o público pela sua simplicidade, brasilidade e pela temática afro centrada. O sistema e cenário nacional escrito por Lucas Conti e Lucas Sampaio é encantador.
Frajola, O malandro colorido (usuário do X) relata que o sistema é um dos melhores que ele já conheceu, plots bem desenvolvidas e criatividade fora da curva.
PlayRay #OrdemParanormal, também usuário do X, destaca a brasilidade de Mojubá RPG: “RPG de Cyberpunk com Avatar que é a cara do Brasil, pq é brasileiro! Ja viu Mojuba?”
Título aclamado pela crítica especializada, Mojubá RPG faturou no DOFF 2024 os prêmios Globin de Ouro de Melhor Coesão de Regras, Melhor Livro Básico e Melhor Cenário.
Desconfio que Lucas Conti não imagina a potência que Mojubá RPG se tornaria. Em seu X ele relata: “Agora que eu consegui ir pra casa a ficha de tudo que rolou tá começando a cair. Escrevi Mojubá em um notebook velho que nem fechava, mas desde a primeira linha eu sabia que tava compondo um clássico. Muita gente acreditou, mais gente ainda desacreditou e seguimos aqui+”
Conclusão
Mojubá RPG é um sistema e cenário repleto de brasilidade, ancestralidade que encanta quem aventura-se em um mundo afrofuturista. Utilize da Magia ancestral para combater espíritos e entidades malignas. Como diz o próprio livro: Mojubá é tudo!
Entre monstros, intrigas e decisões morais brutais, The Witcher RPG entrega uma experiência intensa e sombria. Será que ele combina com seu estilo de mesa?
Charles Corrêa, também conhecido pelas alcunhas “Overmix” ou “Nandivh”, é um apaixonado por RPG e desenvolvimento web. Residente em Porto Alegre/RS, estuda programação desde 2001 e trabalha na área desde 2010.
No mundo do RPG, iniciou sua jornada como jogador em 2014 e, desde 2018, dedica-se a mestrar campanhas envolventes e desafiadoras, especialmente dentro dos gêneros de horror e dark fantasy.
Com experiência em sistemas como D&D 5e, Pathfinder, Cthulhu Dark, Vaesen e, mais recentemente, Savage Worlds, Charles também nutre uma curiosidade especial por Rastros de Cthulhu.
Conhecido entre seus jogadores como um mestre sádico, ele adora desafiar até mesmo os mais experientes combeiros, criando missões e encontros que exigem estratégia e criatividade. Inicialmente utilizando o Roll20 como plataforma, atualmente conduz suas campanhas no Foundry VTT, sempre buscando formas de melhorar a experiência de seus jogadores, aplicando seus conhecimentos em programação para aprimorar a jogabilidade e imersão.
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