Escândalo! Meta é acusada de baixar mais de 81 TB de livros piratas para treinar IA

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A Meta está novamente no centro de uma polêmica envolvendo direitos autorais. Documentos recentemente divulgados revelam que a empresa supostamente baixou e compartilhou mais de 81,7 terabytes de livros piratas para treinar seus modelos de inteligência artificial. A descoberta pode fortalecer o processo movido por autores contra a empresa, que já enfrentava acusações de uso indevido de obras protegidas.

O Que Dizem os Documentos Vazados?

A revelação veio a partir de e-mails internos que mostram que funcionários da Meta torrenteavam arquivos de bibliotecas sombrias, incluindo LibGen e Z-Library. Um dos engenheiros de pesquisa da empresa, Nikolay Bashlykov, expressou sua preocupação em uma mensagem de abril de 2023, dizendo que “torrentar de um laptop corporativo não parece certo”. Apesar dos alertas internos, a Meta continuou a baixar grandes volumes de conteúdo protegido por direitos autorais.

A Tática de Ocultação

Além de baixar os arquivos, a Meta supostamente tentou ocultar sua atividade ao evitar o uso dos servidores do Facebook para realizar os downloads. Um pesquisador da empresa, Frank Zhang, mencionou que o objetivo era impedir que os downloads e compartilhamentos fossem rastreados até a empresa. Michael Clark, um dos gestores do projeto, admitiu em depoimento que a Meta ajustou configurações para minimizar a quantidade de compartilhamento dos arquivos.

O Que Diz a Meta?

A empresa alega que seu uso de conteúdo do LibGen se enquadra no conceito de “uso justo” e que não há provas de que os livros baixados tenham sido redistribuídos para terceiros. Entretanto, os autores que movem o processo afirmam que a simples prática de “seeding” – o ato de compartilhar arquivos baixados via torrent – já configura uma infração aos direitos autorais.

O Impacto no Processo

A revelação desses novos documentos pode mudar o rumo da ação judicial contra a Meta. Os autores alegam que as novas provas contradizem depoimentos anteriores da empresa, incluindo alegações de que Mark Zuckerberg não teve envolvimento na decisão de utilizar conteúdo pirata. Caso as novas alegações sejam comprovadas, a Meta pode enfrentar sanções mais severas e até investigações criminais.

Com o avanço do caso, o debate sobre o uso de dados para treinamento de IA se intensifica. Empresas de tecnologia estão cada vez mais sob escrutínio, e este caso pode estabelecer um precedente importante sobre os limites do uso de conteúdo protegido por direitos autorais na era da inteligência artificial.

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