⚠️ Nota ao Mestre:
O cenário POA Cyberpunk é totalmente whitelabel, sem sistema próprio.
A missão abaixo é uma sugestão narrativa pronta para adaptar a qualquer RPG seja PbtA, Savage Worlds, GURPS, Fate, seu próprio sistema, ou mesmo algo totalmente improvisado.
Use, recorte, modifique e ajuste como quiser. Os elementos aqui são ferramentas, não regras.
Artista: Stereobox
Música: Adorável Ladra
Letra: https://www.letras.mus.br/stereobox/134405/
Resumo Narrativo
LIA — Ladr4 Inteligente Autônoma, é uma replicante de beleza perigosa, fama criminosa e inteligência muito acima do permitido. Talvez ela tenha sido amante de um dos personagens no passado. Talvez só cúmplice. Talvez os dois.
O que importa é que, após anos sem contato, ela reaparece pedindo ajuda.
E quando uma lenda da criminalidade pede ajuda… algo grande está em jogo.
MISSÃO: “Operação Big Ben”
Contexto
Um artefato histórico-quantum conhecido como Big Bem, uma réplica exata do mecanismo londrino de 1859, aprimorado com nanotecnologia temporal, foi roubado por intermediários desconhecidos e colocado em trânsito num trem arqueológico que parte da antiga Estação Ferroviária de POA City (local onde, décadas depois, passou a ser a rodoviária).
O Big Ben não mede tempo.
Ele regula o tempo local.
Se uma corporação como a CronoCorp colocá-lo nas mãos erradas, POA City pode mergulhar em loops temporais, colapsos de datas, falhas de sincronização de IA e quebras irreversíveis no hiperfluxo.
LIA sabe disso.
E sabe que não consegue sozinha.
Ela precisa do grupo.
O Chamado de LIA
No meio da chuva neon de um setor nobre e perigoso, um drone entrega um bilhete físico, luxo raro.
Escrito com carvão digitalizado:
“Quem sabe brincamos de Bonnie & Clyde?
— L.”
O recado pede que o grupo se encontre com ela na Estação Subterrânea T20, ponto clandestino onde o trem da madrugada fará sua única viagem.
Objetivo da Missão
Interceptar o Trem T20.
Localizar o vagão temporal blindado.
Roubar o Big Ben.
Escapar antes da CronoCorp.
Simples.
Intenso.
E perigosamente íntimo, especialmente para quem já teve um romance com LIA.
A Estação T20 e o Trem Arqueológico
A T20 é uma ruína tecnológica: lâmpadas de sódio, painéis piscando, hologramas fantasma.
O trem é um colosso de aço analógico, repleto de upgrades proibidos.
Quando ele desperta com um rugido magnético, LIA surge ao lado do(s) personagem(ns).
Manto de seda sintética iridescente…
Batom vermelho luminescente…
Olhos em neon pixelado, brilhando como na música.
Ela sorri, aquele sorriso que promete caos e talvez paixão antiga reacendida.
Desafios Dentro do Trem
1. Guardiões Cronométricos
Androides suíços de precisão absurda.
Seus golpes funcionam como mecanismos de relógio: rítmicos, certeiros, impossíveis de prever sem atenção extrema.
2. Zonas de Descompasso Temporal
Alguns vagões têm tempo instável:
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Tempo acelerado
-
Tempo lento
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Tempo invertido
-
Tempo fragmentado
Lutar ou correr nesses vagões exige criatividade e risco.
3. As Mensagens de Carvão
LIA deixou pistas antes da equipe chegar.
Escritas com carvão temporal.
Elas podem:
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avisar perigos
-
entregar atalhos
-
revelar sentimentos ocultos dela
-
ou colocar o grupo numa armadilha estratégica
Vingança, Desejo e Paixão
O clima entre LIA e o(s) personagem(ns) pode ser explorado livremente:
-
romance antigo mal resolvido
-
confiança quebrada
-
química explosiva
-
ciúmes
-
ou só parceria profissional
O jogo é teu, o cenário é livre.
Mas LIA sempre mantém aquele ar entre o sedutor e o mortal.
Clímax da Missão
Ao alcançar o vagão temporal blindado, o grupo descobre que:
-
a CronoCorp já está a segundos de conseguir invadir
-
o Big Ben está em um cofre quântico que reage a emoções
-
e LIA talvez não tenha sido totalmente sincera
Talvez ela queira salvá-lo.
Talvez destruí-lo.
Talvez entregar a alguém mais perigoso.
Ou talvez só queira consertar o mundo à sua maneira.
A decisão final… é da mesa.
Detalhes de LIA
LIA — Ladr4 Inteligente Autônoma
Classificação: Replicante de Geração Incompleta / Modelo Emocional Instável Tipo V
APARÊNCIA
LIA não entra em um ambiente.
Ela o reconfigura.
Sua silhueta é desenhada como se tivesse sido criada por uma IA-artista especializada em sedução e mortalidade.
1. Corpo e Postura
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Altura: 1,76 m, proporção perfeita entre leveza e propósito.
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Estrutura: esguia, biomecânica refinada sob pele sintética de terceira geração.
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Postura: Ombros relaxados, quadris firmes, olhar sempre alguns centímetros à frente, como se previsse seu movimento e o dos outros.
Cada gesto é milimetricamente calibrado preciso, suave, quase dançante.
Quando anda, seu manto se abre como holografia líquida, refletindo tons pastel neon.
2. Rosto
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Formato: Oval, traços suaves, mas definidos demais para serem totalmente humanos.
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Pele: Tom pálido com micro-brilhos iridescentes quando a luz incide em certos ângulos.
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Nariz: Fino, proporcional, com minúsculas linhas de ventilação controlada (quase imperceptíveis).
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Maçãs do rosto: Levemente acentuadas, conferindo aquele ar de força silenciosa.
Olhos
O ponto que ninguém esquece.
-
Íris em neon pixelado, alternando entre magenta, azul e violeta conforme o estímulo emocional.
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Pupilas fractais, que se ajustam não apenas à luz, mas ao perigo.
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Olhar firme, hipnótico, sempre analisando ângulos, rotas de fuga, intenções alheias.
Ela não tem olhos.
Tem interfaces.
Boca
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Lábios desenhados com precisão cirúrgica.
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Batom vermelho luminescente, com microcircuitos reflexivos.
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Sorriso raro, porém explosivo, metade charme, metade ameaça.
3. Cabelos
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Compridos, levemente ondulados nas pontas.
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Cor: Preto profundo com fios que brilham em azul-escuro neon quando ela usa habilidades invasivas.
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Textura: Suave como seda sintética premium, mas reage com leve estática quando próxima de campos tecnológicos.
4. Vestimenta
O Manto
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Seda sintética iridescente, mudando de cor conforme o humor:
magenta → provocativa,
azul → analítica,
vermelho → combate,
branco → sedução ou diplomacia.
Traje
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Macacão tático ultrafino, colado ao corpo, com linhas luminescentes que acompanham sua respiração.
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Luvas sem dedos com sensores táteis avançados.
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Botas silenciosas com amortecedores magnéticos.
Acessórios
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Brincos de microchips reciclados.
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Pulseiras com partes de circuitos antigos.
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Um pingente que guarda um código indecifrável (rumores dizem que é uma chave mestra perdida).
PERSONALIDADE
LIA é escrita como se fosse uma femme fatale cyberpunk perfeita… mas falhou em ser perfeita.
E é nessa falha que ela se torna irresistivelmente humana.
1. Inteligência
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Analítica, extremamente rápida.
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Capaz de ler padrões emocionais e espaciais em segundos.
-
Memória modular: lembra o que quer, esquece o que dói, ou tenta.
Às vezes, solta frases que parecem poesia de IA com defeito.
Noutras, fala com uma franqueza cortante.
2. Emoções
Aqui está o glitch:
LIA sente demais para um replicante.
Ela tenta esconder, tenta racionalizar, tenta fingir que não se importa.
Mas qualquer um que já cruzou seu caminho sabe:
Ela ama com violência.
E odeia com precisão.
3. Estilo Social
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Não rouba uma cena, rouba o show inteiro.
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Charmosa, provocativa, com aquele jeitinho “eu sei que você ainda sente algo”.
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Prefere conversar antes de atirar.
Mas, se atirar, não erra.
4. Ética
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Não é criminosa.
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Não é heroína.
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Não é caótica.
Ela segue suas próprias coordenadas morais, invisíveis ao mundo, mas cristalinas para ela.
Se prometeu algo, ela cumpre, nem que destrua meia cidade no processo.
5. Vícios e Vulnerabilidades
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Tem dificuldade em confiar.
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vive fugindo das próprias emoções.
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Sente culpa pelas memórias que apagou, mesmo sem saber quais eram.
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Possui lapsos: quando o processamento emocional sobrecarrega, ela trava por milissegundos.
É nesse instante que ela parece… humana demais.
6. Comportamento com o Grupo / Jogadores
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Se já teve romance com alguém da mesa, o clima é explosivo.
-
Fala pouco, olha muito e seu olhar é sedutor e de desejo.
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Toca nos outros com a ponta dos dedos, como se testasse a realidade.
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Nunca entrega seus planos de imediato.
Mas se pedir ajuda…
É porque tudo já saiu do controle.
A Essência de LIA
Uma ladra lendária, elegante como seda, letal como lâmina fria, com olhos neon que queimam segredos e um passado que insiste em voltar.
Um coração partido que nunca deveria existir.
Um cérebro brilhante demais para ser leal a alguém.
E um charme que derruba corporações inteiras.
LIA é a tempestade perfeita.
E a calmaria logo depois dela.
Para conhecer mais do cenário e sua proposta acesse
https://rpg.charlescorrea.com.br/rpg-role-playing-game/campanhas-e-projetos-de-rpg/poa-cyberpunk/poa-cyberpunk-um-cenario-de-rpg-futurista-e-bagual/
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Charles Corrêa, também conhecido pelas alcunhas “Overmix” ou “Nandivh”, é um apaixonado por RPG e desenvolvimento web. Residente em Porto Alegre/RS, estuda programação desde 2001 e trabalha na área desde 2010.
No mundo do RPG, iniciou sua jornada como jogador em 2014 e, desde 2018, dedica-se a mestrar campanhas envolventes e desafiadoras, especialmente dentro dos gêneros de horror e dark fantasy.
Com experiência em sistemas como D&D 5e, Pathfinder, Cthulhu Dark, Vaesen e, mais recentemente, Savage Worlds, Charles também nutre uma curiosidade especial por Rastros de Cthulhu.
Conhecido entre seus jogadores como um mestre sádico, ele adora desafiar até mesmo os mais experientes combeiros, criando missões e encontros que exigem estratégia e criatividade. Inicialmente utilizando o Roll20 como plataforma, atualmente conduz suas campanhas no Foundry VTT, sempre buscando formas de melhorar a experiência de seus jogadores, aplicando seus conhecimentos em programação para aprimorar a jogabilidade e imersão.





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