Mestre Charles Corrêa conduz campanhas de RPG imersivas e cheias de suspense, unindo dark fantasy, horror e aventuras épicas. Histórias onde a imaginação encontra a sombra, o terror é só o começo da jornada e cada teste de resistência pode forjar lendas ou selar destinos. Explore narrativas únicas, personagens memoráveis e mundos sombrios criados para desafiar e inspirar jogadores.
5 RPGs Cyberpunk Imperdíveis Para Sair Fantasia Medieval (RPGames Brasil)
Quando pensamos em RPG de mesa, três grandes pilares costumam dominar o imaginário dos jogadores: Fantasia Medieval, Horror e Cyberpunk. Este último, embora menos popular que os mundos de espadas e dragões, oferece uma experiência intensa, crítica e profundamente atual — e merece ser redescoberto.
O termo “cyberpunk” foi cunhado em 1983 por Bruce Bethke em seu conto homônimo. Segundo Lemos (2004, p.12), trata-se de um movimento literário da ficção científica surgido nos Estados Unidos na década de 1980, que combina alta tecnologia com caos urbano. É uma visão provocadora — e muitas vezes sombria — de como a humanidade interage com a tecnologia em um futuro próximo.
Entre os temas recorrentes estão o impacto negativo da tecnologia na sociedade, a ascensão das megacorporações (corporocracia), o anti-heroísmo, a cultura do submundo, o acesso irrestrito à informação e o culto ao estilo e às marcas. Esses elementos não apenas definem a literatura cyberpunk, mas também moldam os RPGs inspirados nesse universo.
Se você está em busca de algo além das masmorras e dragões de sempre, aqui estão cinco RPGs cyberpunk que merecem sua atenção:
Cyberpunk 2020 e Cyberpunk RED
Cyberpunk 2.0.2.0., lançado pela R. Talsorian Games e traduzido no Brasil pela Devir em 1996, é um clássico absoluto do gênero. Ambientado em um futuro distópico onde corporações dominam o mundo, ciborgues patrulham as ruas e a violência urbana é rotina, o jogo oferece arquétipos marcantes, um sistema robusto de atributos e perícias, além de equipamentos e implantes cibernéticos que moldam a experiência de jogo. O sistema de Fluxovida enriquece a criação de personagens com histórias pessoais densas e dramáticas. Sua versão mais recente, Cyberpunk RED, atualiza o cenário e as mecânicas, mantendo a essência do universo enquanto o conecta ao popular jogo eletrônico Cyberpunk 2077.
GURPS Cyberpunk
Lançado em 1990, GURPS Cyberpunk é um dos suplementos mais icônicos do sistema GURPS. Ele transporta os jogadores para um mundo de alta tecnologia, violência urbana e fusão entre homem e máquina. Com elementos como próteses biônicas, netrunners e inteligências artificiais, o livro mergulha fundo na cybercultura. Um dos capítulos mais notórios, sobre invasões cibernéticas, chegou a gerar polêmica real: o FBI chegou a confiscar computadores da editora por suspeita de incentivo ao hacking. O suplemento também oferece ferramentas para criar cenários futuristas — como o exemplo de Belo Horizonte 2121 — e conduzir campanhas intensas e provocativas.
Retropunk
Retropunk é um RPG narrativo ambientado em um mundo retrofuturista onde o digital e o real se fundem por meio de neurochips implantados ao nascer. Nesse cenário opressor, dominado por megacorporações, consumismo extremo e desigualdade social, os jogadores interpretam os “Defeitos” — rebeldes que hackearam seus chips para escapar do controle sistêmico. Com três classes (Especialistas, Potentes e Alternadores) e um sistema de rolagem baseado em pilhas de dados d6 com camadas de sucesso e complicações, o jogo convida à resistência e à contracultura. É uma homenagem direta a obras como Blade Runner, Ghost in the Shell e Altered Carbon.
Interface Zero
Interface Zero 2.0 é um RPG cyberpunk movido pelo sistema Savage Worlds, que oferece uma abordagem ágil e cinematográfica. Os jogadores podem assumir papéis como bioroides, ciborgues, simulacros criados em laboratório, híbridos genéticos, Humanos 2.0 e androides. O jogo permite hackear o mundo ao redor, controlar drones e explorar implantes tecnológicos em um cenário vibrante e moderno. Para jogar, é necessário o livro básico de Savage Worlds. Com 352 páginas em capa dura, escrito por Peter J. Wacks, Interface Zero apresenta uma visão ousada e expansiva do cyberpunk contemporâneo.
Shadowrun
Shadowrun é um RPG que mistura cyberpunk com fantasia urbana, criando um universo único onde tecnologia avançada e magia coexistem. Lançado em 1989, o jogo se passa no chamado Sexto Mundo, um futuro distópico dominado por megacorporações, vigilância constante e desigualdade brutal. Os jogadores assumem o papel de “shadowrunners” — mercenários que operam nas sombras realizando missões clandestinas. O cenário inclui raças fantásticas como elfos, orcs e anões, convivendo com hackers, samurais urbanos e implantes cibernéticos. Atualmente em sua quinta edição, Shadowrun continua sendo uma das experiências mais ricas e influentes do gênero.
Se você está pronto para sair das florestas élficas e mergulhar em becos iluminados por neon, esses cinco títulos são portas de entrada para mundos onde o futuro é sombrio, mas a narrativa é brilhante. Escolha seu sistema, conecte seu neurochip e prepare-se para correr nas sombras.
Charles Corrêa, também conhecido pelas alcunhas “Overmix” ou “Nandivh”, é um apaixonado por RPG e desenvolvimento web. Residente em Porto Alegre/RS, estuda programação desde 2001 e trabalha na área desde 2010.
No mundo do RPG, iniciou sua jornada como jogador em 2014 e, desde 2018, dedica-se a mestrar campanhas envolventes e desafiadoras, especialmente dentro dos gêneros de horror e dark fantasy.
Com experiência em sistemas como D&D 5e, Pathfinder, Cthulhu Dark, Vaesen e, mais recentemente, Savage Worlds, Charles também nutre uma curiosidade especial por Rastros de Cthulhu.
Conhecido entre seus jogadores como um mestre sádico, ele adora desafiar até mesmo os mais experientes combeiros, criando missões e encontros que exigem estratégia e criatividade. Inicialmente utilizando o Roll20 como plataforma, atualmente conduz suas campanhas no Foundry VTT, sempre buscando formas de melhorar a experiência de seus jogadores, aplicando seus conhecimentos em programação para aprimorar a jogabilidade e imersão.
Charles Corrêa, também conhecido pelas alcunhas "Overmix" ou "Nandivh", é um apaixonado por RPG e desenvolvimento web. Residente em Porto Alegre/RS, estuda programação desde 2001 e trabalha na área desde 2010.
No mundo do RPG, iniciou sua jornada como jogador em 2014 e, desde 2018, dedica-se a mestrar campanhas envolventes e desafiadoras, especialmente dentro dos gêneros de horror e dark fantasy.
Com experiência em sistemas como D&D 5e, Pathfinder, Cthulhu Dark, Vaesen e, mais recentemente, Savage Worlds, Charles também nutre uma curiosidade especial por Rastros de Cthulhu.
Conhecido entre seus jogadores como um mestre sádico, ele adora desafiar até mesmo os mais experientes combeiros, criando missões e encontros que exigem estratégia e criatividade. Inicialmente utilizando o Roll20 como plataforma, atualmente conduz suas campanhas no Foundry VTT, sempre buscando formas de melhorar a experiência de seus jogadores, aplicando seus conhecimentos em programação para aprimorar a jogabilidade e imersão.
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